MENU
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/1608/slider/1f4fb48e3e0d46dac08931e06a82d642.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/1608/slider/145dccac068ddd900d639df742db7096.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/1608/slider/9a1c2795974e7f194f60d12072b2d89c.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/1608/slider/321ca363a9becbcec7861440bf3fc9d9.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/1608/slider/7a8e15e08289e151aa82d223a3c30821.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/1608/slider/a49208ba7b9723d7998e46802a6ed1ef.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/1608/slider/4ef591ea3362718a95ac9fd5d27598b3.png
MapBiomas: fragmentação de áreas naturais triplicou em 40 anos no país
Radioagência Nacional - Por Gabriel Brum
Publicado em 13/05/2026 11:32
Todas
© Fernando Frazão/Agência Brasil

A fragmentação de áreas naturais aumentou mais de três vezes no Brasil em 40 anos, colocando em risco espécies vegetais e animais, de acordo com levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta quarta-feira. Fragmentação é o processo em que o desmatamento divide áreas de vegetação nativa em trechos menores e isolados. Isso acontece por causa da expansão agropecuária, da urbanização ou da abertura de estradas, por exemplo. São como pequenas ilhas de vegetação em meio a plantações e cidades.

Em 1986, o país tinha 2,7 milhões de ilhas como essas, número que subiu para 7,1 milhões em 2023. E trechos cada vez menores também. Uma área fragmentada está mais vulnerável à degradação e ao desaparecimento de espécies, explica o pesquisador e coordenador do módulo de degradação do MapBiomas, Dhemerson Conciani:

"Por exemplo, a área de borda, né, a deriva de agrotóxico, a suscetibilidade ao fogo e também entra uma questão que é o isolamento dos fragmentos. Quanto mais fragmentada uma área está, maior vai ser a distância entre esses fragmentos, o que vai dificultar a colonização, o compartilhamento de diversidade genética entre esses diferentes fragmentos. Então maior é o risco de extinções locais", fala.

O Pantanal e a Amazônia foram os biomas com maior aumento da fragmentação, mas Cerrado e Mata Atlântica ainda são os mais fracionados. Só que a Mata Atlântica viu um evento diferente: parte dos fragmentos que surgiram são áreas de recuperação, diz Dhemerson:

"Na Mata Atlântica, eh, a gente estima que cerca de 18,5% da vegetação nativa da Mata Atlântica ela é secundária, né, ela se deve a esse recrescimento da vegetação nativa", aponta.

A reversão do processo depende de duas frentes, afirma o pesquisador. Uma é de políticas públicas para barrar o desmatamento e a outra é a restauração e criação de corredores verdes para conectar as áreas fragmentadas.

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
Comentários